Para as águas dos mananciais superficiais, possuímos 2 Estações de Tratamento de Água onde são utilizados os tratamentos convencionais com as seguintes etapas: Coagulação É uma mistura rápida de forma a possibilitar a distribuição uniforme do coagulante possibilitando que todas as partículas tenham contato. As impurezas encontradas na água estão carregadas superficialmente com cargas negativas, o que impede o seu aglutinamento. Para remover essas cargas é necessária a aplicação do coagulante, sendo o que utilizamos o sulfato de alumínio. A coagulação depende do pH, da temperatura da água coagulada e até o início das unidades de floculação, existirão curvas com perda de carga. Algumas águas têm alcalinidade natural insuficiente para reagir com o sulfato de alumínio. Neste caso, adiciona-se cal à água formando o hidróxido de cálcio Ca(OH)2 que irá reagir com o sulfato de alumínio. a) Reação de sulfato de alumínio com a alcalinidade natural das águas: Al2 (SO4)3 18 H2O + 3Ca(HCO3)2 ® 3 CaSO4 + 2 AI (OH)3 + 6 CO2 + 18 H2O
b) Reação de sulfato de alumínio quando se emprega Cal: Al2(SO4)3.18H2O + 3Ca(HCO3)2 ® 2Al(OH)3 + 3CaSO4 + 18H2O
Floculação Ou mistura lenta, processa-se em tanques especiais chamados floculadores onde procura-se promover o encontro entre as partículas, formando partículas maiores, que chamamos de flocos, para que sejam totalmente removidas no decantador. O gradiente médio de velocidade e a tempo de floculação são muito importantes para que os flocos tenham uma boa formação
Canal de Distribuição – o canal de distribuição deve cumprir duas finalidades: 1-Evitar deposição de flocos e garantir distribuição eqüitativa de vazão, isto é, as vazões nas comportas deverão ser aproximadamente iguais. 2-Decantação: A partícula suspensa com menor massa específica sedimentam devido a ação da gravidade, tornando-se o decantador responsável pela classificação da água.
Filtração Quando se processa a decantação, tem-se que a maioria dos flocos fique retida no decantador, entretanto, uma parte das impurezas ainda permanece em suspensão. Visando a eliminação destas impurezas procede-se a filtração. As impurezas são retidas pela passagem da água em meio poroso. A água filtrada, numa operação bem elaborada, deve ter no mínimo 90% de suas bactérias removidas.
Desinfecção A desinfecção pode ser considerada a última etapa da “limpeza” da água e tem por finalidade eliminar os microorganismos patogênicos presentes na água. O cloro e alguns de seus derivados, tais como os hipocloritos são os compostos químicos mais empregados na desinfecção. O cloro é aplicado por meio de dosadores próprios denominados cloradores. O pH é muito importante na desinfecção. Com pH < 6 temos maior poder de desinfecção e acima deste valor de pH a eficiência tende a diminuir. Uma água ácida corrói as tubulações diminuindo o seu tempo de vida útil. Assim sendo, é necessário que se corrija o pH mediante a adição de um alcalinizante, sendo a mais empregada a Cal. Deve ser cuidadosamente dosada uma vez que adicionada em excesso pode ocasionar o problema inverso, denominado incrustação. A temperatura é um fator também muito importante.
Fluoretação A adição de Flúor é considerada como componente essencial da água potável, sobretudo para a prevenção de cárie dentária. Conforme Legislação Federal sobre fluoretação das águas de abastecimento público (Lei 6050/74 e Decreto 76872/75), os limites recomendados são:
As concentrações trabalhadas em Barretos são de 0,6 a 0,8 mg/l. Uma coletividade consumindo água com concentrações inferiores a 0,6 mg/L de fluoretos, apresenta alta incidência de Cárie. | |||||||||||||||||||||||


