Tratamento de Esgoto

A cidade de Barretos encontra-se em situação privilegiada no tratamento de esgotos. Coleta 100% e trata 100% de todo o volume coletado em 6 Estações de Tratamento de Esgoto:

A ETE 1, localizada no Bairro Zequinha Amêndola, é constituída por Lagoas Anaeróbia e Facultativa, com população máxima de projeto de 17.000 habitantes e atualmente opera com vazão máxima de 69,2 L/s e média de 48,9 L/s.

A ETE 2, localizada no Dama, é constituída por Lagoas Anaeróbia, Facultativa e Maturação, com população de projeto de 13.000 habitantes e atualmente opera com vazão máxima de 69,7 L/s e média de 54,4 L/s.

A ETE 3, localizada no "Buracão", é constituída por Lagoas Anaeróbia, Facultativa e Maturação, com população de projeto de 75.000 habitantes (três módulos) e opera atualmente com vazão máxima em torno de 305 L/s (1100 m3/h) e média de 195 L/s (700 m3/h).

O sistema de tratamento da ETE 4, localizado na Estrada Vendinha, é de Lodos Ativados, com população de projeto final de 25.000 habitantes e opera atualmente com vazão máxima de 70 L/s (250 m3/h) e média de 45 L/s (160 m3/h).

A ETE 5, localizada no Bairro Industrial, é constituída por Lagoa Anaeróbia, com vazão de projeto inicial de 100 m3/h e final de 120 m3/h.

O Distrito de Alberto Moreira (ETE 6), também conta com 100% do esgoto coletado e tratado, pois naquela localidade foi construída pela Autarquia lagoa para tratamento do esgoto.

No Distrito de Ibitú está sendo construída pela Autarquia, lagoa para Tratamento de Esgoto Sanitário, sendo denominada ETE 7.

A seguir, descrição dos processos utilizados nas ETEs (Lagoas e Lodos Ativados) para o tratamento dos esgotos.


Sistema de Lagoa de Estabilização ou Australiano
O sistema passa pelas seguintes etapas:

Grades: a função é remover as sólidas grosseiras, no gradeamento o material de dimensões maiores do que o espaçamento entre as barras é retido.

Desarenadores: remove a areia contida no esgoto, o mecanismo de remoção da areia é a sedimentação o qual o grão de areia, devido as suas maiores dimensões e densidade vão para o fundo do tanque, enquanto a matéria orgânica, sendo a sedimentação bem mais lenta, permanece em suspensão, seguindo para as unidades de jusante.

Lagoa anaeróbia: O esgoto bruto entra numa lagoa de menores dimensões dessa lagoa, a fotossíntese praticamente não ocorre.

A bactéria anaeróbia, tem uma taxa metabólica e de reprodução mais lenta do que as bactérias aeróbicas.

Para uma permanência de apenas 3 a 5 dias na lagoa aeróbia, a decomposição é apenas parcial, a remoção de DBO é de 50 a 70% dependendo da carga volumétrica, o que representa uma grande contribuição aliviando sobremaneira a carga para a lagoa facultativa, situada a jusante.

Lagoa Facultativa: A matéria orgânica em suspensão – DBO particulada – tende a sedimentar, vindo a constituir o lodo de fundo.

Este lodo sofre o processo de decomposição por microorganismo anaeróbio, sendo convertido em gás carbônico, água, metano, a fração inerte permanece na camada de fundo.

A matéria orgânica dissolvida – DBO solúvel junto com a matéria orgânica em suspensão de pequenas dimensões – DBO finamente particulada – não sedimenta, permanece dispersa na massa líquida.

A sua decomposição se dá através de bactérias facultativas, com capacidade de sobreviver tanto na presença quanto na ausência de oxigênio, o qual é suprido ao meio pela fotossíntese realizada pelas algas.

Tendo um perfeito equilíbrio entre o consumo e a produção de oxigênio e gás carbônico.

Por ocorrência da fotossíntese é necessária uma fonte de energia luminosa, neste caso o sol, tornando portanto, mais elevada próximo a superfície.

A medida em que se aprofunda na lagoa, a penetração da luz é menor, o que ocasiona a predominância do consumo de oxigênio-respiração - sobre a sua produção – fotossíntese – com a eventual ausência de oxigênio dissolvido a partir de uma certa profundidade.

Ademais, a fotossíntese só ocorre durante o dia, fazendo com que durante a noite possa prevalecer a ausência de oxigênio. Devido a estes fatos é essencial que as principais bactérias responsáveis pela estabilização da matéria orgânica sejam facultativas para poder sobreviver e proliferar tanto na presença quanto na ausência de oxigênio.

A estabilização da matéria orgânica se processa em taxas mais lentas, implicando na necessidade de um elevado período de detenção na lagoa.

Lagoa de polimento: O principal objetivo é a remoção de organismos patogênicos.

Com a profundidade reduzida a penetração da luz solar na massa líquida é facilitada e a atividade fotossintética acentuada.

Bactérias e vírus são inativados pela irradiação solar – Raio UV – sendo letal, há uma elevada concentração de O. D., elevação do pH.

Como eficiência atinge 99,99% há uma grande remoção de bactérias e vírus, conseqüentemente ótimo para o corpo receptor.


Sistema de Lodos Ativados
O sistema de Lodo Ativado passa pelo seguinte processo:

Caixas de Remoção de Areia: a areia que é composta por grãos abrasivos é um material indesejável para bombas e aeradores, cujo movimento mecânico é equivalente a um lixadeira. Para evitar o desgaste dos equipamentos é importante a remoção da areia.

Aeração: Os afluentes são conduzidos a um tanque de aeração onde são submetidos a ação de um rotor de aeração que promove a introdução de uma homogenização na mistura promove a recirculação necessária para evitar a sedimentação da matéria em suspensão.

O esgoto bruto afluente ao tanque de aeração, contém matéria orgânica (DBO) que serve como alimento.

As bactérias metabolizam as sólidas do esgoto produzindo novos desenvolvimentos, a medida que absorvem oxigênio e liberam gás Carbônico, sendo extensivamente oxidada durante a aeração.

Decantação: O grau de tratamento obtido num processo de aeração depende diretamente, da decantabilidade do lodo biológico, em condições normais de operação, depende da razão alimento: microorganismo.

O sistema de aeração prolongada, com grandes períodos de aeração e concentrações de sólidas suspensas totais operam na fase endógena de crescimento.

Isto permite uma alta eficiência na remoção da carga orgânica DBO, pois os microorganismos famintos, efetivamente, procuram a matéria orgânica e rapidamente floculam sob condições favoráveis.

Recirculação de Lodo: Do fundo do decantados o lodo é recalcado de volta ao tanque de aeração, aproveitando se com isso a atividade biológica ainda presente, para melhorar o rendimento da oxidação da matéria orgânica no tanque de aeração.

O lodo é recolhido pelo fundo das decantadores sendo recalcado através de bombas centrifugas submersíveis de rotor aberto para o tanque de aeração e o excedente para os digestores de lodo.

Digestão do Lodo: O Lodo excedente será recalcado para o digestor de lodo, onde por ação de um aerador a matéria orgânica residual mineralizar-se-a todos os microorganismos serão mortos.

Desidratação Natural do Lodo: Após a digestão do lodo – mineralização total este é descontado em leitos de secagem.

Nesta etapa reduzimos o volume de água, permitindo o manuseio do lodo já como sólido, estando praticamente inorgânico.

Os leitos serão cobertos com telhas plásticas translúcidas para evitar a rehidratação do lodo nos dias de chuva.
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